Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

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Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Organização PJBR em Sex 09 Ago 2019, 10:00

Relembrando a primeira mensagem :


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus olimpiano.  Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses olimpianos disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   


   
   


   
   


   
   


   
   
DeusesAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresRigorosa
DeméterComum
DionísioComum
HefestoComum
HermesComum


Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador — caso este tenha apresentado ao menos uma dificuldade combativa na narração. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

É obrigatório que, na ficha, conste o momento de reclamação do personagem. Ou seja, o momento em que o devido deus o reconhece como filho(a).

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Hefesto em Ter 11 Ago 2020, 15:45


Avaliação


Olá, Miguel! Primeiramente, quero lhe dar as boas-vindas ao PJBR! Espero que você se divirta muito com o seu personagem aqui!

Infelizmente, sua ficha não poderá ser avaliada por seu nome não se encontra de acordo com as diretrizes do fórum, citadas abaixo e que pode ser conferida na íntegra aqui:

@Organização PJBR escreveu:6.1. Modificação

O nickname (apelido) de qualquer usuário deve conter nome e sobrenome para semideuses, ou apenas nome para seres mitológicos (sendo o sobrenome opcional), sendo vedado o uso de números, caracteres especiais ou nomes de personagens do livro (Percy Jackson, Quíron, etc - sobrenomes ainda são permitidos, desde que não haja qualquer ligação com o personagem em questão).

O nickname está imediatamente trancado de forma que o jogador não seja autorizado a modificá-lo. Todavia, caso este não se mostre contente com o nick que de início fora escolhido, ele poderá ser modificado, seguindo regras específicas, para que os administradores não estejam sempre atualizando algo desnecessário.

Você pode solicitar a mudança de nome aqui.

No mais, peço para que não desista! Estaremos aguardando sua ficha aqui!


Não é necessário atualização.




Hefesto
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Michael Grant em Qua 07 Out 2020, 21:55


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Atena, por que ela representa inteligência, estratégia e criatividade, coisas que realmente são úteis para chutar o gloutos de basicamente todo mundo e eu aprecio. Também acho a ideia de ser meio-irmão de Annabeth Chase incrível.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Michael tem um rosto bonito, com cabelos loiros, sobrancelhas finas em cima de olhos azuis muito claros, com um nariz levemente redondo. Seu corpo é magro e robusto, com músculos levemente perceptíveis e estatura mediana. Tem calos pequenos nos dedos polegar e médio da mão esquerda. Costuma usar uma camisa de Star Wars com um casaco do Queen, jeans amassadas e um tênis de futsal Kappa.
Características Psicológicas: Michael é inteligente, criativo, sarcástico, nerd e hiperativo. É facilmente irritável, mas é bem-humorado e é leal aos amigos. É persistente e teimoso, e nunca desiste de absolutamente nada. Adora cultura pop, música, livros e odeia ser obrigado a fazer algo que não quer. Sua paixão é a leitura e a escrita, além das artes em geral.

— História do Personagem:

Oi. Meu nome é Michael Grant, e eu sou filho de Atena. Quíron insiste que eu deixe registrada a história da minha vida, desde que descobri ser um meio sangue até minha mãe (Atena) me reclamar com uma coruja prateada. Me disse que vários meio-sangues fizeram isso, como Percy Jackson. Eu gostei da oportunidade de escrever uma história ao estilo Harry Potter (mesmo que tenha realmente acontecido). Eu (alerta de eufemismo de grau elevado) agradeci muito a Quíron por isso.
Bem, aqui vamos nós.
Eu estudava no Colégio Liceu Avançado (ou COLA), no Brooklyn. Lá, eu era amigo de duas garotas, Sadie Kane e Lacy (nunca descobri o sobrenome dela). Sadie era incrivelmente legal, e Lacy era uma fofa (e não, eu não estou namorando com ela, tudo bem?). Um dia eu estava lendo com Lacy (leia-se: eu lia enquanto Lacy me olhava como uma boba), um barulho fez Lacy erguer os olhos do livro (leia-se: despertou do transe e caiu do banco) e disse com eloquência:
— O que foi isso?
Eu larguei Hamlet e corri até a janela da biblioteca. Eu quase desenvolvi um aneurisma quando vi um humanoide de quatro metros, volumosamente forte e com um olho único verde-lodo grudado no meio da testa destruindo a escola. Para não infartar, me concentrei em suas partes menos aterrorizantes: a camisa da Peppa Pig, o short da Hello Kitty e a tatuagem EU AMO ARCO-ÍRIS em sua nuca calva. Ele gritava algo como: Eu vou matar e destruir tudo! Sou mau! MUÁ-HA-HA!
Lacy vasculhou a mochila, ocasionalmente xingando o ciclope baixinho numa língua que reconheci como francês.
— Quando você aprendeu francês? — eu perguntei, pois ela o falava como se tivesse nascido na Torre Eiffel. — Você nunca prestou atenção nas aulas.
— Do mesmo jeito que eu aprendi grego antigo e que Sadie aprendeu hieróglifos — ela respondeu.
— Que negócio é esse de hieróglifos e Sadie, por que tem uma criatura mitológica na escola e como diabos você está consciente?
— Primeira resposta: eu vi um dia a Sadie rabiscando hierógligos egípcios no caderno; Segunda pergunta: ele está aqui porque ele seguiu a gente; e última pergunta, eu já vi coisas piores. Basicamente, toda aquela pilha de histórias de mitologia greco-romana são verdade e sobra para semideuses como eu e você matarmos monstros gregos para que eles não matem mais gente, ou quem sabe, a gente mesmo. Explico melhor depois.
Lacy tira uma adaga de bronze da mochila. A reconheci como um parazônio, uma adaga cerimonial grega. Enquanto eu tento assimilar tudo, Lacy corre em direção ao monstro, xingando o ciclope em grego antigo de coisas que nunca imaginei que ela pudesse dizer. Fiquei surpreso por ver que conseguia entender Lacy no modo xingadora da Grécia Antiga. Eu peguei a melhor arma que consegui achar (um espelho de bronze meio amassado) e corri para me suicidar junto com Lacy. Para minha perplexidade, ela estava lutando bem, produzindo cortes pelo corpo do ciclope inteiro e o enfurecendo com insultos ao estilo fashion dele.
Erre es korakas! — berrei em grego antigo (o xingamento saiu naturalmente) e golpeei com o espelho de bronze no olho enorme do ciclope. Eke berrou.
— MATAR LOIRINHO! — gritou ele (Loirinho? Sério? Não tinha apelido melhor não?). Ele me jogou na janela da biblioteca como se eu fosse um mosquito irritante. Eu fiquei com vários cortes no corpo.
Pensa, idiota, disse eu. Um plano.
Eu tive uma ideia louca e completamente impossível de dar certo.
— Lacy! Vem aqui e continue xingando! — gritei. Ela seguiu meu conselho e se apromixou rapidamente, xingando ele em uma mistura de grego antigo e francês.
— Adaga posicionada! — gritei. E soltei um "vem, ciclope burro, velho e feio" que, segundo Apolo, teria dado orgulho à Meg McCaffrey. Lacy entendeu e se preparou. O gigante monocular veio correndo. No último segundo, Lacy arremessou a adaga no olho do ciclope, e eu o fiz escorregar com o espelho de bronze. O parazônio foi pressionado contra o cérebro do monstro com o impacto ao chão, desintegrando o ciclope.
Respiramos por um momento. Depois Lacy avisou:
— É a hora em que somos culpados por todo mundo e temos que fugir.
Então começamos a correr uma verdadeira maratona em direção à Long Island.
***

Ao longo do caminho, Lacy ne explicou tudo sobre os deuses, monstros e espíritos que infernizavam nossas vidas de várias maneiras, entre otras cositas más. Pularei a explicação e irei direto a parte em que chegamos (finale!) no Acampamento Meio-Sangue. Lacy tropeçou numa pedra quando terminou a palestra particular.
— Ai! — ela reclamou, tombando no chão como uma árvore récem-cortada. — Porcaria de TDAH que não ajuda quando preciso!
— TDAH? — eu indaguei. — Você tem TDAH?
— Ah, esqueci de explicar? — ela faz careta. — Bem, a maioria dos semideuses tem Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e/ou dislexia. O TDAH é por que você nasceu para lutar, é inquieto, e em batalha, você consegue perceber que o déficit de atenção meio que amplia os sentidos, você percebe os mínimos detalhes. E a dislexia, é por que o nosso cérebro está programado para o grego antigo, ou latim para os semideuses romanos, e não o inglês.
— A dislexia eu não tenho — eu falei. — Será que eu não estou programado para o grego?
— Você é um pé no gloutos, sabia? — ela falou, mesclando grego antigo e inglês. Mas, assim como das outras vezes que escrevi palavras gregas neste texto, eu não percebia a diferença. Meu cérebro, sem eu perceber, havia traduzido automaticamente "gloutos" para "bunda".
— Ei! Não sou um pé na bunda! — reclamei.
— Eu sei, mas você entendeu o meu grego.
— Você falou grego?!
Sim, Menino-Página. E aliás, estamos no pé da Colina Meio-Sangue.
Eu olhei bem a colina ao lado, e percebei um pinheiro com um velocino dourado (O Velocino de Ouro!) e um dragão enorme.
— Vamos! — apressou Lacy.
— Não vão, não — disse uma voz reptiliana. Eu me virei e vi uma velha com cabelos de cobras-corais e presas de javali de bronze, além de garras longas.
Medusa? — eu gemi.
A górgona rosnou.
— Não! Medusa não se refaz há anos! Eu sou uma de suas irmãs, Euríale! Posso não transformá-lo em pedra, mas posso destroçá-lo.
Euríale atacou. Eu não fazia ideia de como derrotar a górgona. Mas ela sabia como matar a mim. As garras quase rasgsram meu rosto, e nessa hora eu agradeci meu ascendente divino pelo TDAH. Eu peguei o espelho de bronze e bati na cabeça da górgona. Lacy cortou o braço direito, que jorrou sangue. O sangue manchou o chão, que começou à revitalizar-se. Eu continuava espancando Euríale com a folha de bronze, mas a maldita não sofria muita coisa. Lacy também tentava esfaqueá-la, sem sucesso.
A górgona cortou as pernas de Lacy. Cortes profundos se abriram, e ela caiu. Euríale sorriu cruelmente.
— Morra, filha de Afrodite!
Eu tive minha segunda ideia genial (meu cérebro estava pegando fogo). Peguei a adaga de Lacy, caída no chão, e gritei:
— Ei! Vovó dos dinossauros!
— ARGH!!
A irmã da Medusa atacou, abrindo asas de morcego (tinha que ter asas). Eu descobri que lutava muito bem com uma lâmina de verdade. Eu me defendia com relativa facilidade dos golpes de Euríale. Ela golpeava com garras e presas, mas a adaga de Lacy era perfeita em minhas mãos. Mas a minha mobilidade era muito limitada pela perna amputada, e eu acabei derrotado, perto de onde larguei o espelho de bronze. A górgona com cabelos de cobras-corais flexionou os dedos.
— Últimas palavras?
Eu sorri.
— À esquerda.
Ela olhou. Minha prótese na perna segurava o espelho, que cravei na cabeça dela. Eu levantei e apunhalei-a no coração. Euríale desintegrou-se diante de meu olhos, deixando um frasco com sangue.
Lacy aproximou-se. Mancava, com muito esforço.
— Isso foi impressionante.
Eu não achava isso. Olhei para o espólio de guerra.
— O que é isso? — perguntei.
— Sangue de górgona — ela responde. — O sangue do lado esquerdo mata. O do direito cura.
Eu olhei para as pernas dela.
— Tome. Você está precisando de cura.
— Ah, nada que néctar e ambrosia não resolvam. Tome você. Você é muito ágil. Imagina se tivesse as duas pernas!
Eu fitei Lacy e o frasco. A minha amiga (e eu admito, meu crush) bebeu algo do cantil. Os cortes começaram a cicatrizar.
— Viu? — disse ela. — Esses pequenos ferimentos a comida dos deuses cura de boa. Cure sua perna.
Eu respirei fundo, cedendo.
— Espero que seja mesmo o remédio universal, e não o passaporte infernal.
E bebi.
Eu me senti como se morresse. Tive quase certeza de que havia ingerido o veneno. Mas a dor passou. Eu sentia algo na perna esquerda. Eu olhei para ela e reparei que ela existia. Minha perna havia voltado.
— Uou — eu disse. Minha perna esquerda estava ali, sem sinal algum de ter sido arrancada por uma placa de trânsito aos meus 5 anos.
— É — disse Lacy. — Você fica ainda mais lindo com duas pernas.
Eu olhei para a colina.
— Para a colina vamos.
***

Vou pular a parte em que conheci Quíron, porque vocês podem pensar em qualquer momento clichê de encontro entre aprendiz e mestre.
Agora, o jantar.
Sentei à mesa do chalé de Hermes, lotada. O pavilhão estava semidestruído (algo a ver com um colosso de bronze há 7 meses), mas era legal, parecendo o Partenon. Fiz amizade com Connor Stoll, Julia Feingold, Alice Miyazawa e Cecil Markovitz, alguns filhos de Hermes. Vi de relance Lacy à mesa de Afrodite, conversando com uma linda garota indígena de semblante melancólico.
Quíron chamiu a atenção com um bater de cascos.
— Jovens campistas — disse o centauro (esqueci de mencionar, Quíron é metade cavalo, metade homem, um centauro, e professor de latim em meio-período). — Estou aqui anunciando duas coisas. Primeiro, temos um novo campista hoje, Michael Grant. Desejo que o recebam bem.
Admito, corei um pouco ao ser exposto em público. Tenho glossofobia, ou medo de palco.
— E agora — anunciou Quíron — à captura da bandeira!
É, nós temos captura da bandeira.
Quíron dividiu os times em azul e vermelho. A equipe vermelha era Atena, Poseidon, Afrodite, Démeter, Hades e Hermes. A equipe azul era Ares, Hefesto, Apolo, Dioniso, Íris, Hipnos, Nêmesis, Nice, Hebe e Hécate.
— Vocês conhecem as regras — continuou Quíron. — O riacho é o limite. Proibido aleijar e/ou matar. O local da bandeira deve estar à vista de todos. Todos os itens mágicos são permitidos. Serei juiz e médico no campo de batalha. Comecem!
Ficamos com o lado oeste do riacho. Meg McCaffrey fincou a bandeira no meio entre os gêiseres gêmeos. Quando os Pálicos vieram indagar o porquê, a líder, Annabeth Chase, avisou que estávamos jogando captura da bandeira, e que não precisariam nem deveriam intervir nas batalhas hoje. Então Annabeth abriu o mapa e disse o seu plano.
— Vamos nos espalhar. Percy, Chalé 10, vocês ficam de sentinelas. Se chamarmos por reforço, Piper pode largar a defesa. Lembre, Percy, colocamos a bandeira aqui porque tem água. Use-a, por favor. Chalé 6, Nico, Chalé 11, se dividam e ataquem em direções diferentes. Meg, Miranda, dividam os campistas do Chalé 4. Meg leva uma parte para o ataque, Miranda deixa uma aqui e faz armadilhas com as plantas. É bem-iluminado aqui.
Olhei para o esquema. O plano era bom, mas...
— Disperso — disse meio em transe, meio sincero. — Furado.
Tinha ciência dos campistas me observando, mas pela primeira vez na vida não fiquei nervoso.
Annabeth parecia curiosa, como se eu fosse interessante.
— Como assim... disperso?
— Os grupos de ataque vão para muitos lugares, mas o que vai para a bandeira é o menor — eu disse. — E não acredito que qualquer um seja estúpido o suficiente para não nenhuma armadilha, nem mesmo os filhos de Ares. Até porque tem campistas de Hefesto, Apolo, Tique, Nêmesis...
Annabeth refletiu.
— Conte sua ideia, então.
Eu suspirei.
— É o seguinte...
***

Eu liderava um grupo de campistas pela floresta. Era muito pequeno, e composto por Connor, Lacy, Mitchell, Billie Ng, Cecil e Valentina Diaz. Eram audíveis sinais de luta de outros cantos do bosque. Estávamos indo em direção à bandeira de Ares, no topo do Bunker 9, com tinta e armaduras camufladas do chalé de Hefesto, que Percy fez a gentileza de emprestar (com muita resistência, já que foram presente de um amigo falecido). Depois de alguns minutos, chegamos. Não haviam sentinelas, e isso confirmou minhas suspeitas sobre armadilhas. Mas fingimos achar que tínhamos tido sorte. Andamos até a porta do bunker e Connor berrou:
— A vitória é NOSSA!
Percebi movimentos nas folhagens e gritei:
— Porcaria!
Os arqueiros de Apolo atiraram projéteis não-letais em nós, enquanto os filhos de Ares e Hefesto saíam do Bunker 9. De trás de arbustos, os filhos de Íris, Nêmesis e Tique se revelaram.
— Acho que não — disse Sherman Yang do alho do bunker.
Eu fingi indignação.
— Ah, qual é! A gente só queria pegar a sua bandeira AGORA e você faz uma armadilha?
Sherman sorri.
— Claro! Agora mesmo os filhos de Hécate, Dioniso, Hebe e Nice estão capturando sua bandeira.
Ele pula do alto do bunker e pousa na minha frente.
— Quer uma dica, novato? Faça um plano melhor na próxima partida.
Eu ri.
— Qual é a graça? — Sherman perguntou.
— Quer uma dica, sabichão? Não deixe a bandeira sozinha lá em cima com a sombra.
De repente, os filhos de Apolo foram arrastados pelas árvores. Sherman tentou gritar, mas espadas gêmeas surgiram, quase o matando. Os filhos de Atena, Démeter e o chalé de Hermes irromperam do bosque, nocauteando os filhos de Tique primeiro, depois desarmando todos. Meg e Annabeth avançaram até Sherman.
— Sabe o que é bom em novatos? — indagou Annabeth. — Eles sempre podem aperfeiçoar os planos dos veteranos com dicas como "fogo contra fogo, armadilha contra armadilha". Nico!
Nico di Angelo surgiu da sombra de Sherman, com a bandeira.
— Oi.
— Leva isso para o riacho.
— Tenho forças para uma última viagem nas sombras, mas não para correr — respondeu o filho de Hades.
— Meg?
— Claro — respondeu a pequena filha de Démeter. Ela foi em direção à uma árvore. Sherman repentinamente chutou Annabeth e pegou uma das siccae de Meg e arremessou na perna dela, derrubando a campista. Ele agarrou a outra e correu para a bandeira caída.
Eu segurei a adaga de Lacy, que ela ainda não pedira de volta, e disse:
— Epa, pisa no freio, estressadinho!
Sherman, com a bandeira na mão, fincou-a no chão.
— Tá afim de brigar, mané?
— Talvez — respondi.
Ele começou a golpear, e eu defendia e contra-atacava rapidamente, desequilibrando Sherman.
— Deveria pegar uma espada com que estivesse acostumado, Shermy! — provoquei.
Largei a adaga no ar e chutei-a na coxa de Sherman. Ele gritou e tropeçou, e agarrei o cabo da adaga recuperei-a antes que ele encostasse no chão.
Ele se levantou, mancando.
— Ah, você estragou minha perna. Agora eu estrago você!
Sherman atacou mas estava mais lento, e eu agora estava com a vantagem. Fui golpeando, acertando o braço da espada, o forçando a trocar de mão. Os golpes dele ficavam fracos enquanto eu o cansava e o golpeava em momentos específicos, o deixando cada vez mais furioso e desatento. Então eu larguei a arma e gritei:
— Vem com tudo, Shermy!
O filho de Ares deu um berro gutural e correu em minha direção. No último segundo, eu saltei para o lado e chutei-o para a frente, gritando um "olé!" como um toureiro espanhol. Sherman caiu como um pato, levado pela própria inércia.
Agarrei a bandeira e corri.
Nunca percebi o quanto era rápido. Agora, quando corri com todo o meu vigor físico, percebi que um semideus devia ser bem mais veloz que um mortal comum, pois eu devo ter corrido à uns 60 km/h. Eu avistei o riacho. Mas do outro lado, Lou Ellen era perseguida por Percy. Era visível a superioridade física do filho de Poseidon, mas Lou estava muito a frente. Percebi que eu nunca chegaria antes da filha de Hécate. Então tive uma ideia louca. Corri o mais rápido que eu podia, mas Lou chegaria 10 segundos antes. Então arremessei a adaga na campista, mas ela desviou. Mas isso já fora o suficiente, pois Lou escorregou ao se esquivar. Corri o mais rápido que eu podia, arremessando a bandeira no riacho, ganhando velocidade com a perda de peso. Cheguei no riacho 5 segundos antes de Lou, arranquei o estandarte de javali dali e saltei em direção ao outro lado, enquanto a filha de Hécate finalmente chegava ao riacho. A imagem na bandeira começou a mudar, passando de vermelho sangue com um javali à um azul com um caduceu.
— A equipe azul venceu! — anuncia Quíron.
Todos comemoram. Então uma luz prateada banhou o lugar, e eu olhei para cima. Acima de minha cabeçinha loira, uma coruja prateada brilhante holográfica flutuava como o Gasparzinho.
— Alguém poderia explicar o que isso significa? — eu disse, confuso.
— Você foi reclamado — disse Percy, se aproximando. — É quando você faz uma suficientemente impressionante para que seu parente divino finalmente preste atenção em você e use essas imagens holográficas mágicas e brilhantes para dizer "olha, esse é meu, e ninguém tasca".
— Tudo bem, mas que divindade grega mandaria uma coruja prateada?
— Atena — respondeu ele. — A mãe da Annabeth... e pelo jeito, sua também.
E todos se ajoelharam respeitosamente, seguindo o exemplo de Quíron, e toda aquela atenção me fez querer morrer.
— Ave, Michael Grant, filho de Atena, senhora das corujas, deusa da sabedoria.
***

Então foi assim que fui reclamado pela Mamãe Coruja. Então, estou ficando cansado de escrever, então adeus.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Hades em Qua 11 Nov 2020, 10:59



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

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